Câncer de Pênis

Trata-se de um tumor muito raro, atingindo com mais frequência os homens a partir dos 50 anos, embora possa acometer os mais jovens. Representa 2% dos casos de câncer no Brasil, com maiores índices nas regiões Norte e Nordeste. Nem todos os casos de tumores de pênis são malignos. Existem alterações benignas, caracterizadas por verrugas ou manchas, mais comuns na pele que recobre a cabeça ou na própria cabeça do pênis. Essas alterações podem ocorrer ao longo do órgão, mas são menos frequentes. São vários os tipos de câncer de pênis e podem se desenvolver de diferentes maneiras, sendo as mais comuns:

 

Carcinoma de Células Escamosas: Quando o tumor tem início a partir de células escamosas que podem aparecer em qualquer lugar do pênis, mas geralmente surgem sobre a glande ou na pele que a recobre (prepúcio). Esse tipo de câncer é dividido em: carcinoma verrucoso, semelhante a uma verruga genital benigna, e carcinoma in situ, que é considerado o estágio inicial do câncer de pênis, quando as células cancerígenas são encontradas apenas na superfície da pele.

Melanoma: É um tipo de câncer de pele que começa nas células responsáveis pela cor da derme e proteção do sol (melanócitos). Esses tumores tendem a crescer e se alastrar rapidamente, além de serem mais agressivos do que os outros tipos de câncer de pele. O seu surgimento não é muito frequente no pênis, incidindo mais sobre outras áreas do corpo.

Carcinoma basocelular: Também é um câncer de pele que raramente se desenvolve no pênis. Apresenta crescimento lento e geralmente não se alastra para outras partes do corpo.

Adenoacarcinoma ou doença de Paget: Tipo raríssimo de câncer de pênis. Surge a partir das glândulas sudoríparas. No início, acomete a pele, mas pode atingir o tecido subcutâneo e os nódulos linfáticos.

Sarcoma: quando o tumor se desenvolve a partir dos vasos sanguíneos, músculo ou outras células do corpo que fazem a ligação entre os tecidos e o preenchimento dos órgãos (tecido conjuntivo).

Tumores benignos

Geralmente não trazem riscos ao organismo, mas podem virar malignos. Os principais são:

Condilomas: Parecem uma verruga e são causados pelo papiloma vírus humano (HPV).

Papulose Bowenoide: Comum em homens mais jovens, é caracterizada pelo aparecimento das células problemáticas apenas na camada superficial da pele, originando um aspecto semelhante ao da acne.

 

Sintomas

Um dos sintomas mais comuns do câncer de pênis é alteração na pele do membro. Além das possíveis mudanças na coloração e na espessura, pode surgir algum tecido de cor avermelhada e aveludada ou lesões de cor marrom. Alguns homens podem apresentar feridas com secreções constantes de cor branca e de forte odor, nódulos ou inchaços na área da virilha. Essas feridas podem surgir na glande (cabeça do pênis), na pele que a recobre (prepúcio) ou no corpo do membro. Manchas esbranquiçadas ou perda de pigmentação na glande também podem ocorrer. Além disso, é comum surgir uma ferida avermelhada que não cicatriza. Esta é um tipo de lesão pré-cancerígena chamada de eritroplasia de Queyrat. Quando detectada no corpo do pênis ou outras partes dos órgãos genitais, é denominada doença de Bowen. Geralmente, todos esses sintomas são indolores, o que retarda o diagnóstico.

Prevenção

O câncer de pênis pode acarretar diversos problemas para o homem, entre eles a mutilação do membro. Além da falta de limpeza adequada, também aumentam os riscos da doença:

Fimose: Que impede a exposição da glande (cabeça do pênis) por causa do estreitamento do prepúcio (a pele que reveste a glande), dificultando a realização correta da higiene do órgão.

Relações sexuais sem preservativo: Pesquisas relacionaram o desenvolvimento do câncer de pênis à infecção pelo vírus HPV (papiloma vírus humano).

 

Prevenção

Depende de três princípios básicos:

Higiene diária: Lavar o órgão diariamente no banho, com água e sabão, diminuiu consideravelmente a chance de desenvolvimento do tumor peniano.

Cirurgia de fimose: Realizar a cirurgia da fimose ajuda a manter a higiene de forma adequada, pois a remoção da pele do prepúcio facilita a exposição da cabeça do pênis.

Preservativos: Deve ser usado em todas as relações sexuais para diminuir o risco de outras doenças além do câncer de pênis.

 

Tratamento

As opções podem variar entre cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Em muitos casos, ocorre uma combinação desses tratamentos. A indicação cirúrgica é a mais comum. Há várias opções de cirurgia e cabe ao especialista definir a que oferece maior chance de cura preservando ao máximo o órgão genital masculino. Se o tumor estiver localizado no prepúcio, pode ser realizada uma circuncisão para remover tanto o câncer quanto o tecido normal que está ao redor, para evitar que as células cancerígenas se proliferem.

Tratamentos cirúrgicos

Circuncisão: Procedimento de retirada do prepúcio e da pele ao redor.

Excisão Simples: Semelhante a uma biópsia, o procedimento consiste na retirada do tumor junto com uma margem de tecido normal adjacente, para evitar que células cancerígenas sejam deixadas para trás.

Criocirurgia: É o congelamento das células cancerígenas com uma sonda resfriada por nitrogênio líquido. É eficaz no tratamento do câncer de pênis verrucoso e do carcinoma in situ da glande.

 

Penectomina: É a retirada parcial ou total do pênis e a forma mais eficiente de tratar um câncer que tenha se desenvolvido dentro do órgão. Na penectomia parcial, retira-se apenas a parte mais externa do pênis. Já na total, o órgão é integralmente removido, incluindo as raízes que se prolongam até a pelve.

Cirurgia dos Gânglios Linfáticos ou Linfadenectomia: Quando o tumor se aprofunda muito, é necessário retirar alguns gânglios linfáticos próximos à região afetada para evitar a disseminação da doença. Essa cirugia é chamada Linfadenectomia Inguinal para retirada dos gânglios linfáticos. Hoje realizamos essa cirurgia por via laparoscópica e robótica, proporcionando recuperação mais rápida e menor taxa de complicações, principalmente na ferida operatória.

Tratamentos medicamentosos

 

O imiquimod é um medicamento em creme que estimula o sistema imunológico do organismo e deve ser aplicado diretamente sobre a pele. Ocasionalmente ele é utilizado no tratamento do carcinoma in situ do pênis.

 

Quimioterapia tópica: O medicamento em forma de creme é aplicado diretamente sobre a pele, durante várias semanas. Ele atua nas células cancerígenas localizadas na superfície da derme.

 

Quimioterapia sistêmica: é administrada por via oral ou venosa. É muito empregado para tratar tumores que se alastraram para os linfonodos ou outros órgãos. Ela é administrada em ciclos, com períodos de tratamento seguidos por períodos de pausa.

Dúvidas:

Consultórios em São Paulo-SP:

 

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