Câncer Renal

Considerado um dos dez mais diagnosticados entre homens e mulheres, o câncer renal surge de diversas formas, sendo a mais comum uma consequência da transformação das células dos túbulos que formam os néfrons (unidade funcional básica do rim, responsável pela formação da urina), que passam a se proliferar de forma anormal e ganham a capacidade de invadir o órgão e até, em alguns casos, circular pelo organismo e produzir tumores em outras partes do corpo (metástase).

 

Sintomas

 

O câncer renal é uma doença silenciosa na maioria dos casos. A tríade dos sintomas, que raramente aparecem juntos e dificulta a suspeita, é composta por sangue na urina, dor abdominal e dor na lombar. Menos de 10% dos pacientes apresentam os três sintomas ao mesmo tempo. Entretanto, existem outros sinais além destes: Anemia, febre sem motivo aparente, perda de peso, volume no abdômen e hipercalcemia (elevação no nível de cálcio no sangue).

Diagnóstico 

 

O câncer renal é uma doença aparentemente discreta, sendo comum o seu diagnóstico enquanto se faz exames para outras finalidades. Frequentemente aparece em exames de imagem, tomografia computadorizada, raio-X e ultrassom. Pode ser um tumor benigno ou um câncer agressivo e em crescimento. Por isso, mais exames podem ser necessários, como a biópsia, que nem sempre é utilizada, mas é um método efetivo e preciso para o diagnóstico de câncer renal. Para a realização deste exame é feita a retirada de um pedaço do tumor que então é examinado em laboratório, no microscópio. Suas células são identificadas e ele pode ser classificado.

Tratamento 

Varia conforme o planejamento estipulado entre médico e paciente, sendo os mais comuns:

Nefrectomia Radical: É a retirada total do órgão afetado, além dos tecidos periféricos, a gordura, os nódulos linfáticos e a fascia de Gerota. É o padrão mais indicado para a retirada de tumores renais e pode ser feito através de cirurgia robótica, com pequenas incisões e câmeras para remoção do rim, laparoscopia ou por procedimento aberto (cirurgia tradicional).

 

Nefrectomia Radical Laparoscópica: Esse método é tão efetivo quanto as cirurgias abertas e possui a vantagem se ser um procedimento menos invasivo, com menos danos estéticos ao corpo, menor tempo de interação e menor chance de infecção. No entanto, a cirurgia laparoscópica com nefrectomia parcial, é restrita a uma série de casos em que sua utilização pode gerar complicações ainda maiores que a cirurgia aberta.

 

Nefrectomia Parcial: Trata-se de um procedimento onde o nefron é poupado, com remoção do tumor renal, deixando a parte não cancerosa do rim intacta. Pode ser realizado tanto por cirurgia aberta, laparoscópica ou robótica. No procedimento assistido por robô, a retirada do câncer é feita através de pequenas incisões, preservando o rim normal remanescente.

Benefícios da Nefrectomia Robótica e Laparoscópica em relação à Aberta Radical:

  • Menores incisões;

  • Menor perda de sangue;

  • Mais indolor;

  • Menos invasiva;

  • Recuperação mais rápida.

Há também métodos novos de tratamento de rim, como a crioterapia (destruição tumoral através do congelamento) ou a radiofrequência, que realiza o mesmo procedimento, mas através de ondas de calor. Ambos são métodos minimamente invasivos, realizados com a utilização de agulhas e indicados em situações especiais. Diferentemente de outros tipos de câncer, o tumor renal caracteriza-se pela baixa resposta à quimioterapia e radioterapia após a cirurgia. Como alternativa, utiliza-se a imunoterapia com Interferom ou Interleucina, um método que apresenta resposta alta, mas possui alto índice de toxidade. Outras técnicas que limitam a morbidade do tratamento para pequenos carcinomas de células renais incluem vigilância ativa ou ablação percutânea (crioablação e ablação por radiofrequência). No entanto, as técnicas e vigilância de ablação não demonstraram resultados oncológicos equivalentes à cirurgia e geralmente não são oferecidos aos pacientes saudáveis ​​como tratamento de primeira linha. Há também as drogas inibidoras da Angiogênese (crescimento dos vasos sanguíneos a partir de outros). Esse método é adotado para pacientes com metástases à distância, criando o bloqueio de crescimento de novos vasos e, consequentemente, o controle e regressão da doença.

Prevenção

 

Em muitos casos, a causa de câncer de rim não é conhecida. Em outros, como em condições hereditárias, que aumentam risco, a doença não pode ser prevenida. Mas existem algumas maneiras de reduzir o risco desta doença. O tabagismo é responsável por uma grande porcentagem dos casos. A obesidade e pressão arterial elevada também são fatores de risco. Manter um peso saudável por meio de exercícios físicos, ter uma dieta rica em frutas e vegetais, e fazer tratamento para hipertensão, podem reduzir sua chance de contrair a doença. Por fim, evitar a exposição ocupacional a grandes quantidades de substâncias tóxicas, como cádmio e solventes orgânicos, pode reduzir o risco de desenvolver um câncer de rim.

Dúvidas:

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