Incontinência Urinária

 

Incontinência urinária é a perda repentina de urina de forma involuntária pela uretra. Embora possa afetar os homens, o distúrbio é mais frequente em mulheres, sobretudo após os 50 anos. A predominância deve-se ao fato de a mulher apresentar duas características naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal. Isso faz com que as estruturas musculares, que dão sustentação aos órgãos pélvicos, sejam frágeis no sexo feminino. Além disso, com o passar da idade ocorre diminuição da força da contração muscular pélvica, muito comum nos idosos.

 

Sintomas

 

Pode surgir como um sintoma de outras doenças, como infecção urinária, cálculo vesical, tumores de bexiga, ou até em doenças neurológicas como Parkinson, ou lesões na medula. Existem três formas principais de incontinência urinária:

  • Incontinência urinária de esforço: Perda de urina conforme a movimentação física, seja tossindo, rindo ou fazendo algum exercício físico;

  • Incontinência urinaria de urgência: Caracteriza-se pela vontade súbita de urinar durante as atividades diárias;

  • Incontinência mista: Abarca os dois tipos de incontinência acima citados, com grande impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra.

Fatores de risco

  • Idade: a probabilidade aumenta conforme a idade, com prevalência do sexo feminino;

  • Sexo: a incontinência urinária é, em média, duas vezes mais comum entre as mulheres;

  • Medicamentos: alguns remédios podem dificultar o esvaziamento da bexiga causando retenção urinária crônica, podendo ocorrer a IU por transbordamento, causando gotejamento contínuo. Esse tipo de incontinência é mais comum em homens que sofrem de aumento da próstata e sentem dificuldade para esvaziar a bexiga;

  • Obesidade: pessoas muito acima do peso geralmente têm o aumento da pressão intra-abdominal, podendo comprimir a bexiga e outros órgãos pélvicos;

  • Gestações prévias: o fato da mulher ficar grávida aumenta a chance de perda urinária e isso é agravado quando a mulher tem mais partos normais;

 

  • Demais doenças: diabetes, doenças no sistema nervoso e infecções urinárias podem aumentar o risco de incontinência.

Prevenção

Alguns hábitos previnem a incontinência urinária:

  • Controle a ingestão de líquidos à noite;

  • Evitar bebidas alcoólicas e com cafeína;

  • Controle do diabetes e peso corporal;

  • Não fumar;

  • Regular os intervalos entre as micções (não urinar apenas quando estiver com vontade);

  • Manter uma alimentação saudável e rica em fibras;

  • Realizar atividades físicas regularmente.

 

Diagnóstico

Levantamento do histórico dos pacientes e criação de um diário miccional, onde se deve registrar as características e frequência da perda urinária. Para complementar a análise, o médico pode solicitar os seguintes exames:

  • Exame urodinâmico completo: avalia as várias fases do ato de armazenar e eliminar a urina;

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  • Cistoscopia: exame endoscópio das vias urinárias baixas.

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  • Cistografia: utiliza imagens de raio-x para examinar a dinâmica urinária da bexiga.

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  • Ultrassom: abdominal e pélvico.

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Tratamento

Varia conforme o diagnóstico, identificação da causa e do tipo de perda urinária e muda de acordo com o quadro clínico de cada paciente. Os principais métodos para tratar a incontinência são:

  • Cirurgia: é o tratamento padrão para incontinênica urinária de esforço. Tiras de tecido sintético ou de malha (sling) são aplicadas em torno da uretra e colo da bexiga. As tiras impedem a perda urinária durante o esforço. Outros procedimentos cirúrgicos podem ser associados nos casos de prolapso da vagina (bexiga caída);

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  • Eletroestimulação: é realizada através de técnicas que visam o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico;

  • Fisioterapia pélvica: através exercícios específicos para identificar e fortalecer os músculos da região e ter controle da micção. É um tratamento simples, de baixo custo e não invasivo.

 

  • Biofeedback eletromiográfico: o aparelho permite a leitura e interpretação em tempo real da atividade elétrica das fibras musculares do assoalho pélvico por meio de sinais auditivos e visuais;

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  • Medicamentos: são usados inicialmente nos casos de incontinência de urgência. Existem inúmeras medicações com eficácia e efeitos colaterais variados.

 

  • Botox: a aplicação é realizada via cistoscopia no músculo detrusor em pacientes refratárias ao tratamento medicamentoso.

Dúvidas:

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